TRILHO DAS BRANDAS DA GAVIEIRA - Parque Nacional Peneda Gerês

A segurança, qualidade e dedicação para com os nossos clientes são pilares que sustentam as nossas atividades.

Oferta de máscaras a todos os participantes e será disponibilizado gel desinfetante para as mãos.

30 MAIO | 01 JUNHO | 10 JUNHO | 19 JUNHO | 21 JUNHO | 30 JUNHO | 09 JULHO

Localização: Rouças – Gavieira

Ponto de Partida: Capela de Regoufe

Extensão: aprox. 13km

Duração: 2h ida – 4h ida e volta

Nível de Dificuldade: Alto

Altitude Min/Max: 1.391m / 606m

Tipo de Trilho: Trilho Paisagístico e Cultural- Circular

OPÇÃO 1 – Transfer Ida e Volta Porto | Preço: 20,00€ p/pax

OPÇÃO 2 – Encontro na Capela de Regoufe | Preço: 12,00€ p/pax

Protocolo de higienização e boas práticas COVID-19

  • 0,00 €
  • Termos e Condições

Branda de Gorbelas

A Branda de Gorbelas é uma das muitas existentes na região e é uma das que nos presenteia com a sua beleza rural neste trilho. 

As brandas estas caracterizam-se por núcleos populacionais situados a maior altitude, utilizados no Verão pelos pastores onde lá viviam, com os seus animais, até que os verdes prados desaparecem com o aproximar do Outono e como outrora no Inverno nevava bastante e impossibilitava a coexistência dos pastores nestas altitudes, foram criadas as inverneiras, escondidas na parte da Serra onde os ventos do norte não chegam e as temperaturas se mantinham propícias para a subsistência dos povos durante o Inverno.

 

 

Poulo da Seida

A Branda do Poulo da Seida é outra das brandas possíveis de explorar e ter um olhar atento sobre ela. O que difere esta branda da anterior é o facto de estar abandonada e sem uso aparente. Todavia em outros tempos esta branda era uma das melhores e mais seguras da região, servindo o seu propósito por centenas de anos, protegendo os pastores dos frio trazido pelo vento do Norte, que mesmo em noites de Verão se faz sentir.

Mas mais importante do que proteger os pastores do frio, protegia-os a eles e aos seus animais do Lobo Ibérico dono e senhor do Parque Nacional Peneda-Gerês.

 

 

Casarotas

Com um nome pitoresco estas estrutura possíveis de avistar junto às zonas fronteiriças do Norte de Portugal, muitas vezes são confundidas com dolmens que abundam também na região, no entanto mesmo sendo muito similares, serviram propósitos diferentes, as Casarotas pensa-se terem servido como refúgios de apoio para as tropas que outrora se dedicavam à segurança da Fronteira, providenciando abrigo e esconderijo em caso de necessidade. 

Fojo do Lobo

Durante anos foi travada uma guerra entre homem e lobo, o homem tentado proteger o seu gado e o lobo tentando alimentar-se do mesmo. Esta guerra levou os pastores à necessidade de inventar algo para travar estes temíveis animais. Com tal surgiram os famosos fojos do lobo, normalmente construídos no sentido descendente da colina em forma triangular, constituídos por paredes laterais de granito.

Este tipo de construção tem com objetivo atrair o lobo até ao interior das suas paredes, com um isco, normalmente uma peça de gado, tendo os pastores envolvidos na caçada de assustar os lobos que logo se punham a correr colina abaixo na direção da ponta do triângulo, muito estreita que permite apenas a passagem de um lobo de cada vez e é aqui que o final se avizinha, pois na ponta do triângulo era construído um grande poço, onde os lobos caiam, para nunca mais voltar.

Reforçamos que esta era uma prática essencial à subsistência das populações de outros tempos, hoje em dia os lobos são protegidos, sendo sem dúvida o mais certo a fazer.

Alto da Pedrada

O Alto da Pedrada caracteriza-se pelo pico mais alto da Serra do Soajo, localizado a uma altitude de 1416 metros de altura é um miradouro sem fim, que lhe vai alegre a vista como nunca. Mas não só de vistas é feito o Alto da Pedrada, este sítio tem vestígios com mais de 2000 mil anos de história.

Aqui durante o período romano da Península Ibérica foi construído um acampamento  romano para proteção das Legiões Romanas que controlavam a região. O Alto da Pedrada irá ser intervencionado brevemente, pois foi considerado um dos mais bem preservados acampamentos romanos presentes no Noroeste da Península Ibérica, onde ainda se podem denotar as linhas da muralha que protegiam o acampamento e com as intervenções provavelmente mais segredos fantásticos serão descobertos, um sítio a não perder.

 

 

Descrição do trilho 

Este é daqueles trilhos que dá que fazer, mas esse é um dos propósitos que nos leva a acreditar que será o trilho perfeito para se perder por largas horas no Parque Nacional Peneda – Gerês. Tendo a sua localização em Arcos de Valdevez, irá levar-nos à bonita freguesia da Gavieira, mais concretamente à aldeia pastoril de Rouças. Logo à chegada será possível apreciar o modo de vida rural, tão típico da região, aqui continua a viver-se a actividade pastoral, os rebanhos ainda pintam as zonas planas e verdejantes da Serra da Peneda.

Dando início a esta aventura deixamos o lugar de Rouças e tomamos um caminho lajeado ascendendo a aldeia em direção à montanha, o aumento de declive é rápido pois as Brandas são núcleos populacionais sazonais usados no Verão pelos pastores e construídos nas zonas altas da Serra de forma a aproveitar ao máximo o potencial do sol que alimenta os prados verdejantes nesta altura do ano, fazendo as delícias do gado que por lá deambula.

As brandas são utilizadas apenas no Verão pois as baixas temperaturas no Inverno tornam impossível o seu uso. O trilho outrora era uma importante via para a mobilidade dos carros de bois da região que transportavam os mais diversos bens, desde lenha, pasto para o gado, estrume para fertilizar o solo, colheitas, etc..

Esta caminhada exigente leva-nos a um estradão de terra no qual temos de virar à esquerda e continuando a subir chegaremos à Branda Gorbelas com uma vista fantástica para os  campos de centeio que a rodeiam, ladeados por muros de pedra granítica que compõem os seus limites, é uma ótima oportunidade para parar, respirar o ar puro da montanha e aproveitar o momento.

Daqui retomamos outro caminho lajeado mais uma vez com fortes declives que depois de algum tempo a caminhar, calmamente e cada um ao seu ritmo nos dará a conhecer a branda abandonada do Poulo da Seida, perdida no tempo, é uma memória viva de outros tempos, branda esta que era das mais seguras para os pastores da região protegendo-os dos seus maiores rivais, os lobos.

E como não poderia deixar de ser, os lobos fazem parte da história deste trilho, que depois de contemplarmos a branda abandonada nos leva ao Fojo do Lobo da região, armadilha criada pelos pastores, para caçarem os lobos que se aventuravam pelos seus prados, esta foi uma guerra que durou centenas de anos e que hoje em dia com a proteção dos lobos deixou de ser prática e passou a ser o exemplo dos esforços da população, que para sua subsistência e dos seus rebanhos tiveram de fazer frente ao imponente Lobo Ibérico.

E como a subida é para ser feita até ao fim o último destino antes do regresso será o alto da Pedrada o pico mais alto da Serra do Soajo, de onde se vai sentir literalmente a tocar no céu e se o tempo o permitir terá uma vista de uma abrangência inimaginável e os sentidos? Cheios da liberdade que se faz sentir.

100% SEGURO

  • Grupos com um máximo 5 pessoas por guia / transporte;
  • Locais e horários de caminhada com fluxo baixo de caminhantes;
  • São escolhidos trilhos com baixo grau de risco;
  • Percursos adaptados para reduzir ao mínimo o contacto com os locais;
  • Lotação dos veículos de transporte reduzida de acordo com a DGS;
  • Renovação do ar interior das viaturas e limpeza das superfícies;
  • Evitadas aglomerações durante os períodos de pausa;
  • Durante todo o percurso são postas em prática as regras de distanciamento social;

Deslocação para o local da caminhada

  • A lotação dos nossos veículos será reduzida de acordo com as orientações da DGS;
  • Será acautelada a renovação do ar interior das viaturas e a limpeza das superfícies;
  • Dispomos de carrinhas de 9 lugares que terão a sua lotação reduzida a 6 ocupantes garantido desta forma o espaço entre os participantes durante a viagem;
  • Como alternativa poderá deslocar-se no seu próprio veículo até ao ponto de encontro do início da caminhada.

O que deve levar?

Cada participante deverá trazer água e alimentação suficientes para as suas necessidades, de modo a evitar a partilha de qualquer material entre todos.

Os participantes são aconselhados a trazerem o seu próprio material de combate à propagação do COVID-19 (máscara, desinfetante manual, etc).

  • Mochila pequena (para transporte de água, comida e agasalho);
  • Roupa confortável de acordo com a época;
  • Botas de caminhada ou sapatilhas (material usado e confortável);
  • Agasalho;
  • Impermeável;
  • Cantil (pelo menos 1,5l de água);
  • Óculos de sol e protector solar;
  • Chapéu ou Lenço;
  • Saco do lixo individual.

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