TRILHO DRAVE - A ALDEIA MÁGICA - Arouca Geopark

A segurança, qualidade e dedicação para com os nossos clientes são pilares que sustentam as nossas atividades.

Oferta de máscaras a todos os participantes e será disponibilizado gel desinfetante para as mãos.

29 MAIO | 31 MAIO | 09 JUNHO | 18 JUNHO | 27 JUNHO | 29 JUNHO | 08 JULHO

Localização: Serra da Freita – Arouca 

Ponto de Partida: Capela de Regoufe

Extensão: aprox. 4 km só ida – aprox. 8 km ida e volta

Duração: 2h ida – 4h ida e volta

Nível de Dificuldade: Baixo

Tipo de Trilho: Trilho Natural e Paisagístico – Sinalizado e Linear ou Circular caso se volte ao ponto de partida pelo mesmo caminho.

OPÇÃO 1 – Transfer Ida e Volta Porto | Preço: 20,00€ p/pax

OPÇÃO 2 – Encontro na Capela de Regoufe | Preço: 12,00€ p/pax

Protocolo de higienização e boas práticas COVID-19

  • 0,00 €
  • Termos e Condições

Regoufe

Ponto de partida do nosso percurso Regoufe é uma povoação da Freguesia do Covelo de Paivó, situada em Arouca, que podemos datar de tempos Pré-Históricos, mais concretamente do período Visigótico da Península Ibérica.

O seu nome teve origem nesse mesmo povo com o significado de “Rei dos Lobos”, sofrendo inúmeras alterações linguísticas até ao nome com que nos presenteia hoje, mantendo sempre o mesmo significado, apesar da região há muito ter perdido os seus amados lobos.

Conhecida pelo seu ambiente rural, quase intocado, as suas ruelas empedradas e gentes simpáticas, nem só de tempos antigos se faz rezar a história. No Séc. XX esta aldeia foi participante de um esforço para pôr fim aos horrores vividos na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, pois Portugal dispõem de grandes reservas de volfrâmio na parte Norte do país onde se inclui Regoufe e a sua mina de extração deste minério, durante esse período trabalharam nesta aldeia mais de 1000 pessoas. produzindo incessantemente toneladas de volfrâmio para a produção de armas dos Aliados, mais um exemplo de humanidade do povo Português.  

 

 

Minas de Volfrâmio de Regoufe

Desde o início do Séc. XX a região de Regoufe foi considerada uma região com enormes potencialidades na extração de minério. Foi no ano de 1915 que se começou verdadeiramente esta prática, aquando da criação da “Poça da Cadela” ou “Mina de Regoufe”, gerida por um cidadão francês Gustave Thomas, tendo como extração prioritária a volframite, minério usado no fabrico de armas que nesta altura era de importância vital devido às inúmeras guerras em solo Europeu.

No ano de 1941 mudou de mãos e passou a pertencer à Companhia Portuguesa de Minas, mas de portuguesa tinha só os trabalhadores visto ser gerida por Ingleses, que aqui vieram na tentativa de negar o maior número possível de volfrâmio aos Alemães que também recorriam a Portugal para o adquirir.

Apesar de extraído para fins menos nobres, como a criação de armas, esta azáfama em torno da aldeia trouxe consigo muitos melhoramentos em estradas, acessos e mesmo no que toca a acesso a eletricidade e água, elevando a qualidade de vida da região substancialmente. O complexo mineiro encontra-se dentro dos limites da aldeia, e é sem dúvida um local obrigatório de passagem.   

 

 

Drave

Escondida junto a 3 belos ribeiros, que dão origem ao Rio Drave, está uma povoação que logo vai saltar à vista, o seu nome é Drave, tal como o rio, e é considerada mágica de tão  bonita. Encontra-se desabitada e por isso está munida de uma quietude e calma que não se encontra em todo o lado. Sendo também Base do Corpo Nacional de Escuteiros, no Solar dos Martins e albergando a bonita Capela da Nossa Senhora da Saúde onde ainda hoje se faz a Romaria em nome da Santa, vindo pessoas de todas as partes da região para lhe prestarem homenagem. 

Aqui não há rede, luz e muito menos internet, o sítio perfeito para se desligar da frenética vida tecnológica que levamos, perca-se nas suas ruelas estreitas , ladrilhadas pelas casa de xisto que contrastam no verde que nos rodeia, é uma panóplia de sensações.

Esta aldeia requer paciência para se lá chegar, mas por certo será uma jornada a recordar, permitindo-lhe conhecer um pouco melhor o passado deste sítio, será sem qualquer dúvida um dos highlights que irá recordar desta bonita Serra.

Capela da Nossa Senhora da Saúde

No meio da Vila e contrastando com os restantes edifícios encontrará a simples e bonita Capela da Nossa Senhora da Saúde,  revestida a cal branca, onde ainda hoje e para que as tradições não se percam, se continua a realizar a romaria de homenagem da Santa a 15 de Agosto, uma prova irrefutável que a Fé chega aos mais escondidos recantos deste país.

 

 

Solar dos Martins – Quartel-General da IV Secção do Corpo Nacional de Escutas

Por fim e não menos importante é o Solar dos Martins.

Os Martins são considerados a família mais antiga da vila, onde as suas gerações viveram por centenas de anos, tendo inclusive sido a última família a abandonar a aldeia em 2009. Mas mesmo tendo abandonado a aldeia, a família reúne-se lá 2 em 2 anos para comemorar tempos antigos. 

Visto que o Solar ficou sem utilidade após a saída da família Martins, foi trazido de volta à vida pela IV Secção do Corpo Nacional de Escutas tornando no seu Quartel-General, tal como outros edifícios ali presentes que desde 1992 têm vindo a ser intervencionados pelo Centro Escutista.

Por essa razão Drave foi considerada a Base Nacional da IV Secção do Corpo Nacional de Escutas, tendo sido distinguida em 2012 com o certificado de excelência, a única distinguida desta forma na Península Ibérica.

 

 

Descrição do trilho

Este trilho tem como objetivo a chegada à Mágica Aldeia de Drave. Não é, de todo, a única parte mágica da jornada que nos espera! A região de Arouca é riquíssima no que toca a beleza e contemplação. O início desta aventura dá-se aquando da nossa chegada a Regoufe, uma aldeia no meio da Serra da Arada, que faz lembrar a ruralidade de tempos antigos. 

Comecemos então por serpentear pela ruelas sinuosas e empedradas da aldeia, repletas de ancestralidade e boas gentes, que por certo lhe darão um “Bom dia” com um sorriso bem rasgado à nossa passagem.

Continuamos aldeia fora, até que entramos a parte mais difícil deste percurso, uma subida acentuada em estrada de terra e pedras soltas, aqui o espírito de explorador certamente se irá apurar. É uma subida com um desnível de cerca de 200 metros numa distância de 2 km, mas nada a temer, aqui cada um caminha ao seu ritmo e à sua maneira, lembre-se aproveitar é a palavra de ordem. 

Chegados ao topo e com um sentimento misto de cansaço e orgulho próprio pelo esforço feito, a Serra presenteia-nos com uma vista abrangente e maravilhosa. Conseguirá ver, se o tempo o permitir, as ondas de montanhas que se espalham por toda a região. Os variados vales por elas formados, os cursos de água infindáveis, o verde pujante das encostas e brilho das flores que o Sol banha todo o dia. Esta é uma ótima oportunidade para parar um pouco, restabelecer energias e mesmo tomar um snack. 

Energias restabelecidas é tempo de nos fazermos ao caminho novamente, a partir de agora os declives acentuados são praticamente inexistentes, o caminho faz-se de forma descendente por caminhos de terra batida, num serpentear contínuo pelas encosta que certamente farão as delícias dos amantes de fotografia, a cada passada uma oportunidade de foto. 

É então que, no fundo do vale como que escondida do Mundo, a magia acontece, chegamos à aldeia mágica de Drave. 

À chegada somos invadidos pelo murmúrio dos 3 ribeiros que no fim da aldeia se juntam. Aqui não há rede, eletricidade, nem água, é um sítio esquecido pelo tempo, uma cápsula de um modo de vida que teve o fim no ano de 2009 aquando da saída do último habitante. Aqui sente-se o silêncio avassalador da natureza, onde outrora foi uma aldeia cheia de vida e tradições antigas, um ótimo sítio para se desencontrar do mundo e reencontrar-se consigo mesmo, a não perder!

 

Recomendações

Devido à falta de sombra durante o percurso e às altas temperaturas caso seja feito no Verão, recomendamos o uso de proteção solar, bem como roupas e calçado confortável e adaptados ao terreno. Uma dose generosa de água e um ou outro snack, devem sempre acompanhá-lo durante o percurso.

100% SEGURO

  • Grupos com um máximo 5 pessoas por guia / transporte;
  • Locais e horários de caminhada com fluxo baixo de caminhantes;
  • São escolhidos trilhos com baixo grau de risco;
  • Percursos adaptados para reduzir ao mínimo o contacto com os locais;
  • Lotação dos veículos de transporte reduzida de acordo com a DGS;
  • Renovação do ar interior das viaturas e limpeza das superfícies;
  • Evitadas aglomerações durante os períodos de pausa;
  • Durante todo o percurso são postas em prática as regras de distanciamento social;
Deslocação para o local da caminhada

  • A lotação dos nossos veículos será reduzida de acordo com as orientações da DGS;
  • Será acautelada a renovação do ar interior das viaturas e a limpeza das superfícies;
  • Dispomos de carrinhas de 9 lugares que terão a sua lotação reduzida a 6 ocupantes garantido desta forma o espaço entre os participantes durante a viagem;
  • Como alternativa poderá deslocar-se no seu próprio veículo até ao ponto de encontro do início da caminhada.

O que deve levar?

Cada participante deverá trazer água e alimentação suficientes para as suas necessidades, de modo a evitar a partilha de qualquer material entre todos.

Os participantes são aconselhados a trazerem o seu próprio material de combate à propagação do COVID-19 (máscara, desinfetante manual, etc).

  • Mochila pequena (para transporte de água, comida e agasalho);
  • Roupa confortável de acordo com a época;
  • Botas de caminhada ou sapatilhas (material usado e confortável);
  • Agasalho;
  • Impermeável;
  • Cantil (pelo menos 1,5l de água);
  • Óculos de sol e protector solar;
  • Chapéu ou Lenço;
  • Saco do lixo individual.

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