TRILHO NAS ESCARPAS DA MIZARELA - Arouca Geopark

As escarpas da Mizarela têm muito para nos ensinar sobre a fauna e a flora desta «Serra Encantada», que é a Serra da Freita. Com início no parque de campismo do Merujal, permite um contacto direto com a fauna e flora locais e por algumas das mais privilegiadas vistas sobre a Frecha da Mizarela.

18 de Abril 2021

Localização: Aldeia do Merujal – Serra da Freita

Ponto de Partida: Parque de Campismo do Merujal

Extensão: aprox. 8 km 

Duração: 3h30m 

Nível de Dificuldade: Médio/Alto

Altitude Min/Max: 650m/960m

Tipo de Trilho: Trilho Natural e Paisagístico – Sinalizado e Circular

OPÇÃO 1 – Transfer Ida e Volta Porto | Preço: 20,00€ p/pax

OPÇÃO 2 – Encontro no Merujal | Preço: 12,00€ p/pax

Protocolo de higienização e boas práticas COVID-19

  • 0,00 €
  • Termos e Condições

Aldeia da Mizarela

Muito conhecida pelas suas imponentes vistas, e afamada pela Cascata que nos seus limites ostenta, a Cascata da Frecha da Mizarela, esta aldeia caracteriza-se por um sítio pacato, silencioso e de uma ruralidade que já muito escasseia, aqui passam dois trilhos memoráveis do Geopark de Arouca, PR7 – “A Aldeia Mágica” e o PR15 – “Viagem à Pré-História”, que o levará a experiências incríveis perdido nesta região de riqueza incalculável.

É também um dos sítios de eleição para amantes de desportos de aventura como escalada e canyoning devido às imensas escarpas perto da mesma.

 

 

Aldeia da Ribeira

Esta é a terceira e última vila a ver neste bonito trilho, de origens seculares e escondido por entre os belos vales da Serra da Freita, esta aldeia representa o que de mais rural já se viveu em Portugal.

Hoje em dia praticamente desabitada conta com duas famílias que ainda lá habitam e cultivam os seus terrenos, na área da aldeia são de notar os bonitos moinhos de água que outrora aproveitavam as águas do Rio Caima, para produzir a tão essencial farinha que era o sustento do povo que vivia no planalto da Serra, que de tempos em tempos não tinham água para fazer mover os seus moinhos e recorriam aos da aldeia da Ribeira para moer os seus cereais fazendo a farinha, essencial na produção de pão, alimento que em tempos era da maior importância para o subsistência do povo.

Esta bonita aldeia com uma construção feita de xisto assenta como uma luva na paisagem envolvente.

Cascata da Frecha da Mizarela

A fantástica Cascata da Frecha da Mizarela é lugar de paragem obrigatória para quem explora a Serra da Freita. 

Idolatrada por entusiastas de canyoning em que orgulhosamente nos incluímos, é a maior cascata do país e uma das maiores em toda a Europa, fazendo cair o rio por mais de 60 metros criando no fundo uma bonita lagoa de aguas cristalinas, frias, mas que no forte Verão que se faz sentir na região será a cereja no topo do bolo, com os belos banhos que por lá se podem tomar. 

Este talvez seja o sítio perfeito para uma paragem mais longa ou para um snack a meio deste belo dia na Serra, sente-se um pouco e deixe-se levar pelos sons da água a cair, os pássaros a cantar e o poderoso verde que o rodeia. 

 

 

Descrição do trilho 

Este trilho que se inicia na aldeia do Merujal, junto ao parque de campismo, levar-nos-á por trilhos de correntes, declives acentuados e vistas de tirar o fôlego. Devido a ser sinuoso e com bastantes altos e baixos, requer uma boa condição física para o seu desempenhar, pois serão 8 km de exigência física média/alta em que devemos levar os nossos pés bem assentes no chão e os olhos com o foco no caminho. No entanto acreditamos que o acompanhamento certo é possível que quase qualquer um o faça com o seu próprio ritmo sem pressas, nem horários.

Do parque de campismo do Merujal seguimos até á aldeia da Mizarela ali perto, esta é a parte mais fácil do trilho faz-se rapidamente e sem dificuldades a assinalar, chegados à Mizarela e já envolvidos pelo ambiente puro e natural que se faz sentir, dirigimo-nos ao famoso Miradouro da Frecha da Mizarela, que lhe dará uma vista imponente sobre a cascata da Mizarela, considerada a maior em toda a Europa, com uma queda d’água de cerca de 60 metros, aqui a paragem é obrigatória e até algo demorada para que possa contemplar e registrar o momento em foto.

Depois desta imponente vista começa a parte sinuosa do trilho, iremos entrar novamente em caminhos de terra com declive acentuado, sempre seguindo a encosta á nossa direita, a mesma irá guiar-nos por entre toda a riqueza natural em que nos envolvemos cada vez mais. Seguindo o trilho encosta abaixo, sempre atentos e com prudência, enquanto contemplamos o que nos rodeia, chegaremos enfim á aldeia da Ribeira, pequena aglomerado de casas que se encontra quase desabitado, o trilho que nos leva à aldeia tem as melhores vistas possíveis sobre a cascata fazendo as delícias dos que se aventuram por lá, sendo a aldeia um ótimo ponto para conhecer a cultura e o modo de vida da região.

Após a chegada à aldeia, que marca o meio do trilho, teremos de atravessar um pequeno pontão, recomenda-se a passagem de 2 pessoas de cada vez, que nos levará até à margem direita do Rio Caima, que percorre esta zona da região.

Seguindo o rio em sentido ascendente do seu lado direito, subida esta algo sinuosa que terá pelo caminho ajuda de correntes para facilitar ao processo, quase a chegar ao topo da colina teremos que transpor uma pequena ponte de madeira que irá levar-nos a contemplar a poucos centímetros de nós outra das maravilhas naturais deste trilho a Cascata da Ribeira da Castanheira, pequena queda d’água, que nos refresca com os seus salpicos aquando da nossa passagem. 

Passamos a pequena cascata e finalmente chegamos ao topo da colina de onde já se avista novamente a aldeia da Mizarela, aqui são de notar os inúmeros filões de quartzo que reluzem ao Sol, mas o que mais reluz é a vista que a colina ostenta, que em dias de bom tempo, chega tão longe como a Ria de Aveiro e o Oceano Atlântico, difícil de imaginar nós sabemos, será certamente memorável.

Aqui já começamos a perceber que o fim desta jornada se aproxima, resta-nos seguir o trilho que mais uma vez contêm correntes como ajuda e vamos em direção á aldeia da Mizarela, onde retomamos o caminho inicial de volta ao Parque de campismo do Merujal, onde cansados e cheios de orgulho terminamos esta bonita jornada, que por certo será para contar vezes e vezes sem conta durante a sua vida!    

100% SEGURO

  • Grupos com um máximo 5 pessoas por guia / transporte;
  • Locais e horários de caminhada com fluxo baixo de caminhantes;
  • São escolhidos trilhos com baixo grau de risco;
  • Percursos adaptados para reduzir ao mínimo o contacto com os locais;
  • Lotação dos veículos de transporte reduzida de acordo com a DGS;
  • Renovação do ar interior das viaturas e limpeza das superfícies;
  • Evitadas aglomerações durante os períodos de pausa;
  • Durante todo o percurso são postas em prática as regras de distanciamento social;
Deslocação para o local da caminhada

  • A lotação dos nossos veículos será reduzida de acordo com as orientações da DGS;
  • Será acautelada a renovação do ar interior das viaturas e a limpeza das superfícies;
  • Dispomos de carrinhas de 9 lugares que terão a sua lotação reduzida a 6 ocupantes garantido desta forma o espaço entre os participantes durante a viagem;
  • Como alternativa poderá deslocar-se no seu próprio veículo até ao ponto de encontro do início da caminhada.

O que deve levar?

Cada participante deverá trazer água e alimentação suficientes para as suas necessidades, de modo a evitar a partilha de qualquer material entre todos.

Os participantes são aconselhados a trazerem o seu próprio material de combate à propagação do COVID-19 (máscara, desinfetante manual, etc).

  • Mochila pequena (para transporte de água, comida e agasalho);
  • Roupa confortável de acordo com a época;
  • Botas de caminhada ou sapatilhas (material usado e confortável);
  • Agasalho;
  • Impermeável;
  • Cantil (pelo menos 1,5l de água);
  • Óculos de sol e protector solar;
  • Chapéu ou Lenço;
  • Saco do lixo individual.

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